Quinta-feira, 29 Junho 2017
Home > Notícias > Encontro Ibérico

Encontro Ibérico

Mais do que um fórum de reflexão e debate sobre os desafios que se colocam aos Municípios Glocais, o encontro ibérico: Respostas Eficazes a Novos e (Velhos) Desafios, a 8 e 9 de maio,  foi igualmente um espaço de partilha de boas práticas e uma possibilidade de estreitar o conhecimento mútuo, não só dos Municípios Portugueses, mas também do excelente trabalho desenvolvido pelos/as técnicos/as municipais.

Perante um cenário em que 60% da população europeia viverá em áreas urbanas em 2030, não podemos deixar de reflectir sobre quais os passos a dar na resposta aos desafios sociais, económicos e políticos que se colocam às cidades, num espaço de 15 anos. Espaço temporal marcado igualmente, por uma nova etapa na Agenda de Desenvolvimento.

Os municípios são terreno fértil para a ciência e tecnologia, para a cultura e inovação, para o indivíduo e para a criatividade coletiva. O potencial socioeconómico, cultural, a multiculturalidade e o património devem ser explorados como fonte de inovação e de parcerias. Os Municípios do futuro não são apenas amigos dos idosos, das crianças e das famílias. São Municípios de tolerância, de respeito; Municípios dinâmicos e atrativos, com um modelo holístico de desenvolvimento. Municípios que dão voz aos cidadãos e que reforçam a participação cívica e democrática. Municípios que projetam nos seus cidadãos as interdependências glocais. Os municípios são há muito apontados como atores chaves no processo de desenvolvimento, como tal não podem estar alheios a esta nova agenda e devem ser palco de debate e reflexão sobre as temáticas do Desenvolvimento.

Convidada a reflectir sobre esta Agenda, a Deputada Mónica Ferro acredita que para a nova Agenda de Desenvolvimento seria fundamental acrescentar o combate às desigualdades, a garantia de sustentabilidade das produções e dos consumos, reconhecer as necessidades e potencialidades dos jovens, a igualdade de género, o acesso universal à saúde. Ou seja é necessário que o novo modelo seja um modelo assente em duas premissas: realização dos direitos humanos e a sustentabilidade dos mesmos. “A segurança humana deve ser garantida por uma grande variedade de actores que trabalham en vários níveis - desde as autoridades locais até às globais. Aliás, muitas das dimensões da segurança humana podem ser mais eficazmente garantidas quando tratadas a nível local (...)”

Já o professor Roque Amaro convidado a abordar a temática dos novos e velhos desafios que se colocam aos Municípios salientou que Municípios estão imersos nos desafios, nas grandes questões do mundo actual. Afirmou que os Municípios são uma peça deste novo modelo de multiterritorial. São a peça com mais inovação, proximidade aos problemas e capacidade de entender estes dados, capazes de fazer frente ao Estado Nação demasiado encolhido. Esta visão integrada das coisas, a proximidade à população permite uma relação olhos nos olhos com outros atores, e torna possível por em prática este modelo de governança a nível local.

A vereadora Corália Loureiro focou-se na situação atual dos Municípios e nas consequências que as atuais políticas de austeridade podem vir a ter para os munícipes. “Estamos a viver dos momentos mais difíceis da democracia portuguesa. Este ano assinalamos 40 anos de poder local democrático, em que acredito que vivemos dos momentos mais difíceis com uma  retirada dos direitos, aumento da pobreza, da exclusão”. Salientou no entanto que não podemos deixar de acreditar no futuro. “Sabemos que as autarquias são agentes atentos as várias problemáticas, que trabalham lado a lado com as comunidades desenvolvendo um trabalho em rede e promovendo o desenvolvimento socioeconómico com respostas eficientes e integradas. Redes em várias frentes de trabalho que conduzam ao futuro mais justo e equilibrado onde as pessoas se sintam cidadãs de pleno direito.  É na diversidade deste mundo as vezes tão diferente e igual que temos de encarar o futuro com confiança. Juntos somos mais capazes.”

Também o vereador Paulo Jorge de Seia assinalou a importância de dar resposta integrada, eficiente e eficaz aos desafios atuais dos municípios que colocam em causa o bem-estar dos munícipes e das gerações futuras.

Felipe Llamas, da FAMSI, focou a sua apresentação em torno da Agenda de Cooperação Descentralizada e o impacto desta no estímulo ao pensamento crítico e no debate público em torno da pobreza, da desigualdade e da exclusão social, assim como na promoção de propostas e ações efetivas das organizações da sociedade civil e dos governos para a concretização plena dos direitos sociais e para a construção de políticas públicas que promovam as cidades como espaços plenos de dignidade humana.

Para além das sessões plenárias foi possível aprofundar o conhecimento e a partilha de boas práticas na área do diálogo intercultural; da economia inclusiva, turismo sustentável e compras públicas mais justas e sustentáveis.

Formações
Economia Inclusiva      :: avaliação
Turismo Sustentável      :: avaliação 
Lidar com a  Diversidade Cultural e Valorizar a Diferença      :: avaliação

 
Mesas-redondas
Comunicação para o Desenvolvimento
- C4D
- Sorriso Sénior
- Orquestra Geração

Redes Sociais 
- Gabinete de Atendimento Integrado Local :: Maia

- ADIRAM 
- Rede Social do Município VPA 


Gerir o Ambiente Urbano e Compras Públicas Sustentáveis
- Almaa
- OIKOS
- Plano de Ação de Energia Sustentável - Palmela 
- IAPMEI 
- LIPOR


Promoção da Interculturalidade
- Pacto Territorial para o Diálogo Intercultural do Seixal
- Círculos de Aprendizagem 


 

Voltar

Partilhar nas redes sociais  Partilhar no Facebook Partilhar no Twitter Partilhar no LinkedIn

Municípios Aderentes

Calendário

Junho - 2017

DomSegTerQuaQuiSexSab
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930 

 

Conteúdos IMVF: Mónica Santos Silva :: Ana Teresa Santos :: Ana Isabel Castanheira