Quinta-feira, 23 Maio 2019
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O Emprego de Qualidade como eixo do Desenvolvimento


Apesar de estas tendências positivas verificadas na última década, os problemas sociais relacionados com o emprego/desemprego continuam agudos na maior parte dos países em desenvolvimento. Mais de metade dos trabalhadores dos Países em Desenvolvimento (PED) , cerca de 1. 500 milhões de pessoas encontram-se em situações laborais de grande vulnerabilidade. Estes trabalhadores têm menos possibilidades de aceder a ofertas de trabalho formais, contar com protecção social, com sistemas de pensão ou de saúde. Estão encurralados num círculo vicioso de ocupações de baixa produtividade, remunerações baixas e com uma capacidade limitada de dar uma resposta eficaz aos desafios quotidianos familiares e comunitários.


Esta realidade prejudica os indivíduos, as suas famílias e a sua comunidade e espelha-se na projecção de crescimento e de Desenvolvimento.
Na Ásia Meridional e na África Subsariana, em cada 4 trabalhadores, 3 encontram-se numa situação de vulnerabilidade laboral. Situação que afeta sobretudo as mulheres, quando comparamos a mesma situação.
Não obstante os progressos alcançados o número de trabalhadores pobres permanece alto, demasiado alto. São 839 milhões de pessoas, nos PED que ganham menos de 2 Dólares por dia, o que equivale a um terço do total de emprego
O futuro não é muito animador…para manter o ritmo de crescimento da população em idade ativa nos PED é necessário criar 200 milhões de novos empregos. O que faz emergir a questão do emprego juvenil. Taxa que se situa acima dos 12% em alguns dos PED.
Mas o desafio do emprego é também equitativo. Com a melhoria no acesso á educação e capacitação nos países em desenvolvimento verifica-se uma brecha entre as competências adquiridas e o tipo de emprego disponível o que obriga á emigração de jovens altamente qualificados .  Uma Realidade Glocal!
O relatório apresentado pela OIT apresenta algumas respostas a estes desafios como a promoção da capacidade produtiva diversificado, ao invés de uma aposta exclusiva na liberalização do comércio e o fortalecimento das instituições laborais. As instituições laborais e a protecção social são essenciais ao crescimento económico, ao emprego de qualidade e ao Desenvolvimento Humano. A diversificação económica só é possível como medidas ativas para dar resposta às altas taxas de trabalho informal.
Os desafios permanecem na agenda do Desenvolvimento, mas são os atores diversificado deste sector e a consciência de justiça social de uma sociedade ativa e empenhada que vão ser alicerces na construção de um mundo mais justo

Relatório Mundial do Estado do Emprego 2014

 

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Conteúdos IMVF: Mónica Santos Silva :: Ana Teresa Santos :: Ana Isabel Castanheira